domingo, 19 de dezembro de 2010

Mãe Terra 09/09/2010

O ventre de Gaia grita
Choros e lamentos
Os filhos da terra
Em vão correm e escondem-se

Os olhos de Gaia
Hoje são dor e lamento
Queimam suas florestas
Devastam seus rios.

Mananciais e torrentes
Esgotam-se,
Fogo e fumaça
O mundo de Gaia sucumbe.

Egoístas,
Corruptos e gananciosos
Destruidores do meu lar
Vejam e sintam na pele
A fúria de Gaia.

Ela se levantará contra vós
Chamará seus trovões
De suas entranhas os vulcões se agitarão
Seus olhos derramarão tsunamis
Sobre aqueles que a violaram,
Que não respeitaram seus filhos
Suas amadas criaturas.

Sofram o que sofre Gaia
Chorem o que chora Gaia

Transformem-se, evoluam.
Não tinjam seus rios de sangue
Nem rasguem o seio da floresta
Deixem os Filhos de Gaia em paz.


domingo, 12 de dezembro de 2010

E aí?


Olha só! veja bem!
Não me venha dizer
O que falar,
O que sentir,
Como agir,
Não venha me ouvir.

Olha só! Veja bem!
Não mecha no meu sangue latino,
Não interfira,
Não interrompa,
Não me corrompa.

Olha só! Veja bem!
Sou descendente de uma raça guerreira,
Não venha com suas besteiras,
Tentar me domar.
Olhe o fogo nos meus olhos,
A cor do meu rosto.
Sou o que sou

Olha só! Veja bem!
Não me açoite,
Nem me amarre,
Que eu sei gritar.
Não me leve em ondas
Que eu sei nadar.

Olha só! Veja bem!
Minha vontade é de lhe matar.
O vermelho e o azul
Eu não consigo imaginar.
Olha só! Veja bem!
Não me normatize,
Nem me coaja
Nem me oprima
Nem me imprima.

Olha só! Veja bem!
Não me corrija,
Não me defina,
Que eu to com vontade
De lhe mandar para
A casa do c...

Tatiana Almeida
01/09/2010- 19:58

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Orbital

Dois mundos distantes,
Duas vidas opostas.
Mas ao primeiro toque,
Ao abrir de portas
Olhos, abraços,
Sorrisos se enlaçam,
Tua respiração na minha,
Teu calor
Tudo é um turbilhão de amor,
Um dilatar de almas
Um vulcão de felicidades.

Emoções e desejos à flor da pele
E o mundo é só você e eu
O Universo se resume na tua voz e no teu olhar.
E todo o tempo e a distância já não importa.
Uma entrega plena, completa, total,
Nunca sentida, nada igual,
E agora sei que você é meu mundo.

Eu sou tua,
Completamente nua,
Corpo e alma despidos.
Em teus braços encontro abrigo,
Não paro de olhar,
De sentir cada poro do teu corpo,
Cada movimento detalhadamente
Guardando tudo como alimento
Para todo o sempre.

A distância e tempo já não importam,
O amor transcende fronteiras
Eu sou só tua e só,
Simples como a noite,
Derramando orvalho.
Envolvida em teus beijos
E até teu respirar me encanta.
Criei um altar para ti em meu coração
E derramo flores de pensamentos
Todos os dias,
Aguardando o próximo encontro.

 Tatiana Almeida -21/08/2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Almas


Ouvindo a música, olhando lá fora...
Um suspiro de saudade calou-me fundo
Aqui dentro do peito,
Um soluço contido,
Uma saudade dolorida
Daquelas certezas sentidas
De estar sempre em constante adeus.

Aquela certeza
Do ter e não ter
Conversa de almas:
- Eu te amo!
- Não mais do que eu
Começa assim
Um diálogo de almas.

Eu que nem queria mais viver
Encontrei em teu peito abrigo.
Eu que nem sentia mais
Agora vibro diante de ti.

Meus vôos são mais altos quando estou contigo.
Minhas asas estão mais alvas agora.
Osculo da lua
Orbital e transcendente.

Reconheço tua forma
Tua voz em meus ouvidos
Lábios de poesia
Mal que se transforma em bem.



Somos anjos perdidos.
Asas mortas no chão
desde a primeira audição
da palavra impossível.

Saudades...

Haja o que houver você será sempre aquilo que mais desejo,
O sorriso no canto dos lábios,
Você é o calor que sinto pela manhã
Apesar do vento frio...
Quando da janela olho o céu límpido, azul,
São teus olhos que vejo pousar suavemente sobre mim
E quando o vento vem brincar em meus cabelos
Imagino que são tuas mãos a me afagarem.
Apesar do continente que nos separa
Eu te sinto, sempre
E espero que sintas tanto quanto eu
Todas as manifestações do meus amor por ti.

24/11/2010- Tatiana Almeida